quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Braços de encontro

Há braços caridosos, fraternos, que acolhem nos momentos de dificuldade
Há braços calorosos, carinhosos
Há braços de luz, que nos iluminam através de um simples toque
Há braços pacientes, que sabem fazer valer o tempo
Há braços dos quais não se quer desgarrar
Há braços alegres, moleques
Há braços de luta, de labor, de transformação, que plantam, que colhem, que sonham
Há braços que fazem o sujeito ser mais, há braços de paz
Há braços em movimento, mutação, fruição
Há braços para melhorarmo-nos, servir, ser, transparecer,
Há braços... o mundo precisa de mais abraços

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ombro forte

Na prece o sujeito pede uma ajuda. Não se engana em desejar que o que ele sonha se realize. Porque sonhos não se realizam, eles são realizados.
O que lhe é dado é um suporte. Mão que levanta, bálsamo que cicatriza, muleta que ajuda a andar. Deve existir a vontade do sujeito de se curar, assim como a coragem de seguir caminhado, após a queda.

Como que a pluma

Uma pluma esvoaçante...
Ela segue a brisa da tarde
Poema que se escreve no ar

Fecho os olhos
Deixo a brisa me levar
É preciso calma, entrega

Acompanhando a pluma
Que rodopia, levita
Ocupa espaço no lugar

Pluma, ilusões
Vento, transformações
Doce exercício voar

sábado, 17 de outubro de 2009

Eu sou...

Eu sou... estou?
Pessoa, personas,
A mais conhecida
É a que chamam de Dário

Estou, estados
Paciência que tenho
O encontro contigo

Eu sou, o que amo
Amigos, família
Meus sonhos
Conquistas...

Estou os meus limites
Vitórias futuras
Alicerces para os sonhos
Que estão no céu

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Logo

Triste aquele que não reconhece uma razão para estar aqui. É como alguém que sai de casa e não sabe onde quer chegar. Estar perdido na sua própria existência.
Eis a verdadeira escuridão. Andar sem saber onde quer chegar. Não ter a vela de um sonho que ilumine a sua trilha.
Há que se manter o coração aberto. Ouvir o que o vento tem a dizer. A luz atravessa as trevas. Ninguém pode deter a alvorada.

domingo, 4 de outubro de 2009

"De onde vens?"

Por vezes eu irei me deparar com situações para as quais não terei resposta. São as surpresas do caminho que podem levar a uma crise. Vem o medo, pela fantasia que crio para o desconhecido.
Se faz então válido recorrer àquele questionamento; "de onde vens?". Existem coisas que ficaram na memória e ainda não foram desveladas. Principalmente os ensinamentos daquelas pessoas que já eram velhas quando viemos a este mundo.
Vai bater aquela saudade. Chego a ter a impressão de que há algo do passado que foi perdido, que dá a sensação de que nesse tempo era melhor de se viver.
O tempo das lembranças não respeita o tic tac do relógio. Aconteceu há alguns instantes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Girassol"

Os tempos são senhores dos dois destinos. Isso sim, porque há aquele tempo em que escolhemos arriscar pela coragem de sermos nós mesmos, de apostar tudo em um sonho. Um sonho deve ser um plano para algo que não existe, porque o que existe não precisa mais ser criado. Enquanto seres divinos que somos devemos ter em mente que o sentido mais verdadeiro que a vida pode ter é o de proporcionar que nos tornemos o mais criativo possível. Se fosse para existir no tempo da rotina viver não faria nenhum sentido.
Só é viver quando perseguimos a luz, como o girassol que busca o astro maior. Escolher a Vida é estar em paz, é plantar a paz.
São vários destinos que podemos escolher, mas todos eles se resumem a dois. O do tempo da mono-tonia (único tom, que chatice!) ou o tempo que não se mede. Não precisa ser medido, na verdade. Não se está em atraso , porque não há lugar mais importante a se visitar. Só preciso estar aonde estou.
Voltemos a ter olhos de criança! Tudo volta a ser novidade.