quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ao olhar para o lado...

O passeio pelas avenidas da cidade
Um canteiro na pista, com árvores, das quais caem flores que beijam o chão

Uma vovó. Ela segura a mão da netinha
A netinha traja um vestido de renda
No seu colo um cachorrinho

Vovó, netinha, cachorrinho, flores, amam-se naquele momento
Singeleza...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sentidos da vida

(inspirado no Pequeno Princípe)

Nariz,
Para cheirar a flor
O perfume do amor

Boca,
Para sorver os teus lábios,
Beijo... exercício de sábios
Sabedoria - sabores da vida

Mãos,
Para, nas trevas, tatear os caminhos
Acolher os espinhos
Acariar tua fronte

Ouvidos,
Para escutar o vento
Aprender a estar a atento
Instruir-se pelo silêncio

Olhos,
Para assistir ao pôr-do-sol
Admirar o girassol
Contemplar a finitude do homem

... Sentidos de vida

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Braços de encontro

Há braços caridosos, fraternos, que acolhem nos momentos de dificuldade
Há braços calorosos, carinhosos
Há braços de luz, que nos iluminam através de um simples toque
Há braços pacientes, que sabem fazer valer o tempo
Há braços dos quais não se quer desgarrar
Há braços alegres, moleques
Há braços de luta, de labor, de transformação, que plantam, que colhem, que sonham
Há braços que fazem o sujeito ser mais, há braços de paz
Há braços em movimento, mutação, fruição
Há braços para melhorarmo-nos, servir, ser, transparecer,
Há braços... o mundo precisa de mais abraços

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ombro forte

Na prece o sujeito pede uma ajuda. Não se engana em desejar que o que ele sonha se realize. Porque sonhos não se realizam, eles são realizados.
O que lhe é dado é um suporte. Mão que levanta, bálsamo que cicatriza, muleta que ajuda a andar. Deve existir a vontade do sujeito de se curar, assim como a coragem de seguir caminhado, após a queda.

Como que a pluma

Uma pluma esvoaçante...
Ela segue a brisa da tarde
Poema que se escreve no ar

Fecho os olhos
Deixo a brisa me levar
É preciso calma, entrega

Acompanhando a pluma
Que rodopia, levita
Ocupa espaço no lugar

Pluma, ilusões
Vento, transformações
Doce exercício voar

sábado, 17 de outubro de 2009

Eu sou...

Eu sou... estou?
Pessoa, personas,
A mais conhecida
É a que chamam de Dário

Estou, estados
Paciência que tenho
O encontro contigo

Eu sou, o que amo
Amigos, família
Meus sonhos
Conquistas...

Estou os meus limites
Vitórias futuras
Alicerces para os sonhos
Que estão no céu

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Logo

Triste aquele que não reconhece uma razão para estar aqui. É como alguém que sai de casa e não sabe onde quer chegar. Estar perdido na sua própria existência.
Eis a verdadeira escuridão. Andar sem saber onde quer chegar. Não ter a vela de um sonho que ilumine a sua trilha.
Há que se manter o coração aberto. Ouvir o que o vento tem a dizer. A luz atravessa as trevas. Ninguém pode deter a alvorada.